FOTO Daniel Ferreira/CB/D.A PressMATÉRIA CORREIO BRAZILIENSE
Detido na noite da última sexta-feira após uma briga de trânsito, o subprocurador-geral do Distrito Federal José Luciano Arantes foi autuado pelos agentes da 11ª DP (Núcleo Bandeirante) em seis crimes: ameaça, desacato, desobediência, injúria, lesão corporal e resistência à prisão. Somadas, as penas chegam a seis anos e meio. Além disso, os policiais militares que participaram da ação estudam acioná-lo judicialmente por racismo — vão consultar na segunda-feira o comando da corporação. Um vídeo amador feito por um dos PMs mostra o homem, que atua como advogado do GDF, chamando um soldado de “preto sujo”.
A confusão com o procurador ocorreu por volta das 20h de sexta-feira. Investigações preliminares da 11ª DP apontam que Luciano Arantes teria batido de raspão no carro da técnica em enfermagem Silvana Negrão na via Epia. Ele não parou e seguiu para casa, no Park Way. A partir daí, começou a confusão. Silvana foi atrás e, na entrada do condomínio onde o procurador mora, Luciano Arantes desceu do carro já demonstrando que não estava disposto a conversar. “Ele me xingou muito e me agrediu”, disse Silvana, na delegacia. Foi então que uma vizinha chamou a PM, que prendeu o procurador.
Na Procuradoria do DF, Arantes não deve enfrentar problemas relacionados ao incidente. O corregedor-geral do órgão, procurador Eth Cordeiro de Aguiar, afirma que não há ferramentas para puni-lo. “Não temos um Código de Ética. Mas coincidentemente estamos desenvolvendo um. Esse fato pode acelerar esse processo, mas, de qualquer maneira, não poderá puni-lo retroativamente”, afirma Aguiar. “O fato é que a Procuradoria se sente muito constrangida com o que aconteceu, mas com total consciência de que se trata de uma questão particular dele”, conclui o corregedor, que aponta apenas uma possibilidade, ainda que remota, de punição: “caso ele seja condenado a mais de quatro anos de prisão, será aberto um processo que pode culminar com a demissão”.A confusão com o procurador ocorreu por volta das 20h de sexta-feira. Investigações preliminares da 11ª DP apontam que Luciano Arantes teria batido de raspão no carro da técnica em enfermagem Silvana Negrão na via Epia. Ele não parou e seguiu para casa, no Park Way. A partir daí, começou a confusão. Silvana foi atrás e, na entrada do condomínio onde o procurador mora, Luciano Arantes desceu do carro já demonstrando que não estava disposto a conversar. “Ele me xingou muito e me agrediu”, disse Silvana, na delegacia. Foi então que uma vizinha chamou a PM, que prendeu o procurador.
2 comentários
Onde é que tudo isso vai parar!??!?!O pior é que na maioria das vezes depois da indignação geral... vem o comodismo!!
O racismo é um crime hediondo. Não podemos tolerar isso em pleno século XXI. Os irmãos afrodescendentes tem uma contribuição gigantesca na formação deste país. cadeia nele!